Um ano sem Eduardo Campos: O voo que abalou o país
- 13 de ago. de 2015
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Queda de jatinho em Santos colocou fim a brilhante trajetória e alterou o jogo de forças na disputa pelo Planalto: como Eduardo mudou a história do PSB e do país
Obra do destino, a frase que fechou a entrevista de Eduardo Campos ao ‘Jornal Nacional’, em 12 de agosto de 2014, tornou-se epitáfio e ponto de partida para a disputa do legado daquele se projetava como liderança nacional. O “Não vamos desistir do Brasil” dito pelo então presidenciável do PSB virou símbolo da tragédia que exatamente há um ano chocou o país.

Sem ele, a família se recompõe em meio às homenagens, e o filho João deve ser candidato a deputado federal em 2018. Sem ele, o PSB titubeia entre a esquerda e a direita, na esperança de encontrar um nome à altura. No novo cenário, a direção nacional espera, por exemplo, que o senador Romário decida se candidatar à Prefeitura do Rio ano que vem. É parte de uma reconstrução doída, sem o homem em que até o ex-presidente Lula apostava como futuro ocupante do Planalto.
“O PSB é um partido à deriva sem seu timoneiro”, avalia a deputada federal e ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina. Ela é uma das vozes socialistas que lamentam a ausência de Campos num momento de crise econômica, política e de “esperança”. “Pela juventude e pela projeção, Eduardo poderia ser o articulador para tirar o país da crise. A democracia está ameaçada no Brasil, e Eduardo não aceitaria a retirada de direitos do governo, tampouco impeachment”, afirma Erundina, que era da direção nacional do PSB há um ano.

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