Jovem de 17 anos usa a Internet e recebe a ajuda de amigos para tentar reencontrar o pai
- 19 de set. de 2015
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-Milton Nestor da Silva sumiu sem deixar vestígios quando Ronald ainda tinha dois anos
Aos 17 anos, Ronald Luz tenta lembrar ao menos de algumas formas do rosto do seu pai, Milton Nestor da Silva, que sumiu sem deixar vestígios. Não sobrou nenhuma foto para amenizar a curiosidade e a saudade. Mesmo sem ter nenhuma pista de onde o pai possa estar, Ronald encontrou na escola onde estuda uma nova esperança. Um grupo de alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Integral Desembargador Renato Fonseca, localizada em Jardim Brasil I, Olinda, resolveu criar um site informativo. Foi quando Ronald voltou a ter esperanças de reencontrar o ente querido.
Uma matéria foi publicada pelos colegas, mas até agora nenhuma resposta foi obtida. “Meu maior sonho é conhecer meu pai”, afirmou. Muitas pessoas se envolveram com a história. “Creio que esse pai vai ficar muito feliz quando conhecer o Ronald. Esse é um menino que todo pai gostaria de ter”, disse a coordenadora de biblioteca Jorgecy Cabral. Com a matéria escrita pelos três coordenadores do site, Ingrid Rodrigues, 16, Jeovani Cipriano, 17 e Rebeka Beatriz, 16, a repercussão sobre a busca do jovem estudante começou a ganhar força. “É gratificante a gente poder desenvolver nosso talento e ajudar outras pessoas. De meros estudantes acabamos fazendo coisas que podem trazer uma grande melhora, como é o caso do nosso colega de classe”, afirmou Ingrid Rodrigues.
O desejo que esse reencontro aconteça é comum a todos que passaram a conhecer a vida do garoto. “Ronald é um aluno exemplar. Nós estamos torcendo muito para que ele consiga resgatar sua história e vamos dar todo o suporte necessário para que isso aconteça”. Ressaltou Francisco Junior, Gestor da Escola. Família Para o garoto, seu avô por parte de mãe ocupou esse lugar durante muito tempo. Mas, após o falecimento desta figura também importante na vida do jovem, a curiosidade sobre quem seria o seu pai foi despertada. “Estou procurando meu pai há três anos. Minha mãe fala que sou calmo e gosto de matemática assim como ele. Mas não sei nem se um dia cruzei com ele na rua”, comentou o jovem. Ronald não tem nenhum contato com a família paterna e não desconfia do que pode ter levado o pai a desaparecer. “Mesmo que ele tenha sumido por vontade própria seria capaz de perdoar e quero muito saber quem ele é o chamar de pai”, complementou.

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